Mario Carlón ministra aula inaugural do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos

 

Estudantes e professores do PPGCOM Unisinos

No dia 1º de abril, o professor da Universidade de Buenos Aires concedeu aula intitulada Midiatização e comunicação na era contemporânea: práticas na era da rede (internet)

A participação de Mario Carlón desenvolveu o conceito de circulação desde meios modernos, como o cinema e a televisão, até a emergência de novas práticas exemplificadas pelo YouTube. Embora reconheça que este último não apresente uma inovação do ponto de vista do enunciado, a modo de seus predecessores, o YouTube envolveria novas práticas de compartilhamento. A comunicação contemporânea estaria doravante marcada pelos acionamentos das redes digitais, em que relações não convencionais, de baixo para cima, representam fenômenos de relevância investigativa.
O professor e pesquisador apresentou análise sobre o caso Chicas Bondi, ocorrido em Buenos Aires. A criação de uma página no Facebook e uma conta no Instagram como canais para divulgação de fotos não autorizadas de garotas em ônibus repercutiu no país. Através dessa abordagem, os pares investidos nas postagens participavam de forma simétrica, enviando material e dialogando nas redes. Ressalta Carlón, contudo, que o interessante nesse fenômeno são as mudanças radicais nas relações discursivas, inclusive implicações na escala de alcance.

Mario Carlón em sua apresentação, ao lado do Prof. Dr. Antonio Fausto Neto – PPGCOM Unisinos

Estariam em tensão o modelo característico dos meios massivos e a estrutura das redes digitais. Similares quanto ao alcance, one to many, estes meios, entretanto, divergem quanto as práticas, descendente versus ascendente; programação e não programação da vida social; e escassez e fartura na circulação discursiva.
Carlón ainda remeteu à qualidade estética das apropriações difundidas nas redes. Com inspiração na vanguarda de Duchamp, os agentes empregam recursos de serialidade, simulação, pastiche e intertextualidade. À diferença, contudo, de que as apropriações midiáticas têm fundamento distinto das experiências políticas e estéticas do circuito artístico.

Apresentação da palestra

Sobre Carlón
Mario Carlón é Doutor em Ciências Sociais pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires, onde atualmente é Professor e Pesquisador; também investiga na área de Estudos Culturais do Instituto Gino Germani e coordena o projeto “Lo contemporáneo en la política, el arte y los medios”. Entre suas publicações estão: Carlón, Mario y Fechine, Yvana (2014), Fim de televisão (Rio de Janeiro: Confraria do vento); Carlón, Mario y Scolari, Carlos (2014), El fin de los medios masivos. El debate continúa (Buenos Aires: La Crujía); Carlón, Mario y Fausto Neto (2012), Las políticas de los internautas. Nuevas formas de participación (Buenos Aires: La Crujía – colección Futuribles); Carlón, Mario y Scolari, Carlos (2012), Colabor arte. Medios y arte en la era de la producción colaborativa (Buenos Aires: La Crujía); Carlón, Mario y Scolari, Carlos (2009). El fin de los medios masivos. El comienzo de un debate (Buenos Aires: La Crujía).

Prof. Dr. Antonio Fausto Neto, Pró Reitor Acadêmico Pe. Pedro Gilberto Gomes e Pro. Dr. Jairo Ferreira ao lado do palestrante Mario Carlón

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Revista Hermès: um pouco mais sobre Eliseo Verón

Bruno Ollivier, Professor de Ciência da Informação e da Comunicação na Universidade das Índias Ocidentais e Guiana, descreve as marcas deixadas pelo escritor Eliseo Verón em nossa história. A morte do pensador em abril de 2014 leva-nos a reafirmar que os seus ensinamentos deixados para as áreas de comunicação e semiótica ultrapassam fronteiras, uma vez que são interdisciplinares e intercontinentais. Os apontamentos do texto trazem a relação do autor com Levi-Straus, Roland Barthes e Pierce. Não só porque o professor Verón foi um grande pensador, mas também porque nosso grupo manteve com ele, por longos anos, fortes laços científicos/fraternais que renderam bons frutos, não poderíamos deixar de apontar aqui mais este registro, de tantos outros, que são parte importante da memória dos estudos em ciência da comunicação.

Acesse e confira: http://www.cairn.info/revue-hermes-la-revue-2014-2-page-223.htm

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REDE NACIONAL DE GRUPOS DE PESQUISA – III Encontro se configura como um dos principais eventos de pesquisa do país

Programação aconteceu de 04 a 07 de dezembro em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, reunindo 50 pesquisadores de 14 grupos de pesquisa

Cerca de 50 pesquisadores de 14 grupos de pesquisa participaram do III do III Encontro da Rede Nacional de Grupos de Pesquisa em Comunicação realizado de 4 a 7 de dezembro em São Leopoldo, organizado pelo grupo de pesquisa Midiatização e Processos Sociais do Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (CAPES) e a Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

O evento dá continuidade à tentativa de construir uma reflexão sobre os processos coletivos na pesquisa em comunicação. O foco parte de uma pergunta comum: em que a nossa pesquisa contribui à construção do conhecimento na área da comunicação? A proposta é um diálogo entre as perspectivas epistemológicas, ontológicas e metodológicas.

Repete o sucesso das edições anteriores. Em 2012, o encontro da Rede foi realizado em Itapecirica da Serra, numa iniciativa idealizada e promovida pelo Filocom. Em 2013 em Natal, sob a coordenação do grupo Marginália e, agora, em 2014, pelo grupo Midiatização e Processos Sociais da Unisinos e seus sub-grupos.  Ao todo representantes de 14 grupos de pesquisa estiveram participando do evento que terá sua quarta edição em 2015 no estado do Piauí, sob coordenação do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Identidade e Subjetividade, da UFPI.

Neste ano, os cerca de 50 pesquisadores de diversas regiões do país estiveram presentes no CECREI  (http://www.cecrei.org.br/) onde foram realizados círculos de debates e apresentações dos grupos de pesquisa participantes pelos líderes dos grupos, além de apresentações de trabalhos individuais por pesquisadores e estudantes. A abertura do evento foi realizada por David Gunkel, da Northern Ilionois University , que discutiu a ideia de “remixologia”  como espaço cada vez maior ocupado pelas máquinas nos processos comunicacionais.

O que é a Rede

O que a Rede propõe é a criação de uma associação de grupos de pesquisa em Comunicação. Os afiliados da associação serão os grupos de pesquisa. Os seminários de grupos (a exemplo dos dois realizados – USP em 2012 e UFRN em 2013 – e do terceiro, na Unisinos) devem permitir o encontro da diversidade, com suas estimulações múltiplas. Uma dessas estimulações será justamente a percepção, por determinados subconjuntos de grupos, do interesse em desenvolverem redes para interações entre suas pesquisas.

O evento anual é um berçário de redes a partir da interação entre grupos. Os procedimentos operacionais deverão ser, depois, debatidos e definidos. Essa perspectiva de encaminhamento da institucionalização implica refletir sobre modos de ingresso, critérios de pertencimento e responsabilidades dos grupos enquanto participantes da entidade.

O que aproxima, a todos os grupos, no nível abrangente, é o fato de que buscarem práticas de grupo e de rede como processo relevante para fazer pesquisa em Comunicação. Na diversidade mesmo de  temas e enfoques, a proposta é aprender uns com os outros as práticas e modos de investigação, a sinergia desenvolvida na produção de resultados específicos, as teorizações correlatas, as estratégias reflexivas para articulação de descobertas.

Nos debates entre grupos, além dessa interlocução abrangente, no espaço produtivo da associação, diferentes conjuntos de grupos, por suas afinidades e sintonias especiais, podem dar um passo a mais e articular seus processos por interações em rede. Formam-se assim diferentes redes no seio da entidade, com base na proximidade/diversidade, nas metas e processos, nos estilos, nas subáreas de interesse, nas linhas pensamento e nas práticas de abordagem.

Programação do III Encontro

 

 

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III Seminário da Escola de Altos Estudos: ” Os amadores no mundo digital: Rumo a uma nova democracia de competências.”

 

Como atividade integrante da Escola de Altos Estudos/Capes, que vem ocorrendo no PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos desde 2012, ocorreu entre 30 de setembro e 4 de outubro de 2013 0 seminário ministrado pelo professor emérito da Universidade Paris Est, Dr. Patrice Flichy, intitulado “Os amadores no mundo digital: Rumo a uma nova democracia de competências”.

O evento, realizado presencialmente no campus da Unisinos em São Leopoldo, teve tradução simultânea e contou ainda com a participação de alunos de pós-graduação e pesquisadores de outras universidades (UFSM, UFPI) pelo sistema de teleconferência. Durante os cinco dias de seminário, o Prof. Flichy ministrou aulas expositivas sobre suas teses, seguidas por comentários do professores do PPGCC – Unisinos, Dr. Jairo Ferreira (coordenador do seminário), Dr. Antonio Fausto Neto e Dr. João Ladeira. A segunda parte de cada encontro foi reservado às perguntas, aos debate e às reflexões dos participantes em interlocução com o convidado.

 
Flichy defendeu que as transformações dos processos de comunicação contemporâneos não podem ser dissociadas da problemática da inserção dos receptores na esfera da produção. O pesquisador francês propôs que as TIC estão possibilitando o desenvolvimento do paradoxal individualismo conectado dos amadores, que ao mesmo tempo assegura a autonomia dos sujeitos e cria “redes de subjetividades”.

 
A figura do amador, intermediário entre o leigo e o profissional, baseia-se na experiência adquirida em interações na web para estabelecer um corpo de conhecimento que muitas vezes rivaliza com o próprio expert, constituindo uma espécie de aprendizagem coletiva. Neste processo, congregador das paixões comuns dos indivíduos, estão sendo inventadas e criadas novas indentidades. Não se trata do fim dos especialistas, mas de uma transformação de práticas sociais que põe em dialogo a atividade profissional e as competências forjadas na cultura dos amadores.

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PROULX: A COMUNICAÇÃO, ENTRE A GRATUIDADE E O VALOR

 

No mês de Abril de 2013, o Grupo de Pesquisa Midiatização e Processos Sociais desenvolveu o II Seminário da Escola de Altos Estudos/Capes, intitulado “Mutação da comunicação: Emergência de uma cultura da contribuição na era digital”. O convidado foi o professor Prof. Dr. Serge Proulx, titular da École des Médias, Université du Québec à Montréal (Canadá), professor associado do Télécom ParisTech (França), diretor do Groupe de recherche et d’observation sur les usages et cultures médiatiques GRM) e co-diretor do Laboratoire de communication médiatisée par ordinateur (LabCMO).

 

O seminário teve a participação de docentes do PPGCC Unisinos (Prof. Dr. Jairo Ferreira (coordenador); Profª Dra Andriana Amaral; Prof. Dr. José Luiz Braga). e contou com a participação de docentes e discentes dos PPGs de Comunicação da UFSM e UFPI, via teleconferência. No total, participaram cerca de 100 pessoas dos três programas de pesquisa.

O pesquisador franco-canadense Serge Proulx investiga as transformações e potencialidades sociais na emergência de uma cultura digital. Fala da fragilidade e do paradoxo da subjetividade em uma economia digital, dita participativa e faz uma análise da produção de valor no que denomina de “capitalismo cognitivo”.

O cidadão contemporâneo, segundo o pensador, estaria trabalhando gratuitamente para construção de um tipo de capitalismo imaterial e vai nos trazer muito questionamentos. O digitalismo seria uma ideologia ingênua do solucionismo tecnológico? Como podemos resistir ao mundo digital? Como chamar esta mutação do capitalismo? Como a ideia de contribuição pode ser potencializada em um novo modelo? As divergência poderiam nos fazer sair do capitalismo? Estas e outras questões foram expostas e discutidas pelo Prof. Proulx durante todo seminário.

Em cada encontro, ocorreu um amplo debate, perguntas e considerações entre os participantes e os convidados. Publicaremos, nas próximas semanas, entrevista com Serge Proulx sobre esses temas.

 

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HOOVER: UMA PERSPECTIVA SÓCIO-ANTROPOLÓGICA PARA COMPREENDER AS RELIGIOSIDADES EM PROCESSOS MIDIÁTICOS

 

No mês de março de 2013, o Grupo de Pesquisa Midiatização e Processos Sociais, com apoio da Capes/PVE, desenvolveu seminário com Stewart Hoover, que apresentou parte de sua pesquisa desenvolvida a escala global sobre religiosidades e processos midiáticos.

Os importantes efeitos da visita ao Brasil tornar-se-ão mais nítidos no futuro. Vários pós graduandos estão elaborando artigos para um livro conjunto a partir do seminário. Outro impacto em longo prazo da visita será a busca de colaboração contínua com colegas pesquisadores do Brasil.

O professor visitante está convencido da importância do Brasil no desenvolvimento de teoria e método no campo, e está comprometido a manter relações fortes com pesquisadores no país. Espera desenvolver projetos de pesquisa que possam envolvê-los, seus estudantes, e colegas e estudantes dos EUA em pesquisa de ponta em mídia e religião.

Foi possível identificar o impacto do trabalho no Brasil mais diretamente e imediatamente, no entanto, em muitas conversas com colegas pesquisadores e estudantes. Todos concordam que os estudos no campo da mídia e religião é de crítica importância na medida em que avança a própria pesquisa sobre o tema, onde se descobre fortes vínculos desses processos com outros da vida social – na economia, na política e na cultura.

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Seminário Estudo Global em Mídia e Religião

Professor convidado

Prof. Dr. Stewart Hoover – docente na Faculdade de Jornalismo e Comunicação de Massa, University of Colorado at Boulder, onde dirige o Centro de Mídia, Religião e Cultura. É presidente da International Society for Media, Religion, and Culture.

Docentes do PPGCC – Unisinos

Prof. Dr. Pe. Pedro Gomes (coordenador), Prof. Dr. Jairo Ferreira e Prof. Dr. Antônio Fausto.

Local - Sala Conecta – Unisinos (com tradução simultânea)

Data - 11 a 15 de março,  segunda a sexta-feira

Horários – Das 9h às 12h30

O evento discutirá a emergência de estudos que relacionem as questões de mídia e de religião às práticas sociais e culturais contemporâneas. A visita que o professor Dr. Stewart Hoover fará ao Brasil faz parte do projeto de seu ano sabático 2012-2013. Ele pretende realizar imersões em quatro diferentes localidades onde espera se envolver em momentos críticos do desenvolvimento do ensino, da pesquisa e dos recursos institucionais para apoiar os estudos em mídia e religião.

Cada local escolhido está em um contexto de fermentação importante na mediação da religião, e onde é possível vislumbrar o desenvolvimento de pesquisas frutíferas e provocativas. Estes são lugares, nos quais se espera que docentes, graduandos e pós-graduandos serão capazes de realizar ricos e produtivos trabalhos de campo e por meio deles trazer descobertas e aprendizados importantes para o estudo global.

Os locais de imersão são: A Universidade de Aarhus, Dinamarca,  Instituto de Estética e Comunicação; o Trinity Seminary e a Universidade de Gana, Legon; a Universidade Metodista de São Paulo e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Brasil; e o Instituto de Tecnologia Royal Melbourne, na Austrália.

O Brasil foi um país definido como parte deste roteiro de ensino e pesquisa por dois motivos: (1) é um contexto em fermentação no tocante à relação mídia-religião: é marcado por uma pluralidade religiosa, especialmente cristã, com o notável crescimento do segmento evangélico e de sua presença nas mídias e na política; (2) foi o local de realização da 6ª Conferência em Mídia, Religião e Cultura, cujo comitê organizador foi presidido pelo proponente. A Conferência foi sediada na Universidade Metodista de São Paulo em agosto de 2008, o que proporcionou ao proponente uma série de contatos naquela instituição e no País.

 

Funcionamento

O seminário terá tradução simultânea e será realizado com aulas expositivas, seguida de tempo para comentários dos professores do PPGCC-Unisinos, Pedro Gilberto Gomes (coordenador), Antonio Fausto Neto e Jairo Ferreira, que devem acompanhar os seminários e perguntas dos alunos, em interlocução com o professor ministrante.

 

Avaliação

Os estudantes matriculados devem apresentar texto final, na forma de artigo, com até 15 páginas, tomando como núcleo e ponto de partida determinados aspectos de seu próprio problema de pesquisa – e observar (a) que aspectos, neste ou naquele texto debatido, podem contribuir a suas reflexões dentro do eixo Estudos em Mídia e Religião.

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Reflexão sobre as perguntas no campo da comunicação é o tema do IV Seminário da Rede Critica Epistemológica

O IV Seminário de Espistemologia e Pesquisa em Comunicação – CAPES/PROCAD Unisinos/UFJF/UFG, realizado no Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, teve a participação de professores, doutorandos e mestrandos que discutiram e refletiram sobre as perguntas de pesquisa no campo da comunicação. Os debates que se seguiram nos três dias de evento foram intensos de produtivos para se pensar em termos da construção de uma rede crítica epistemológica.

Na manhã do primeiro dia, o Professor Dr. Jairo Ferreira (Unisinos) abriu o Seminário dando as boa vindas ao participantes e apresentou como o campo da comunicação pode ser configurado em torno de perguntas em construção nas interfaces de disciplinas. O segundo a falar foi o Professor Dr. Luiz Signates (UFG), discorrendo sobre como o campo da comunicação problematiza conceitos da ordem política.

Durante a tarde, o Professor Dr. Magno Mederiros abriu os trabalhos falando de como os processos midiáticos constituem imaginários. Depois foi a vez do Professor Dr. Antônio Fausto Neto (Unisinos), propor a discussão de qual seria o estatuto das linguagens nos processos e atividades de comunicação. O último do dia a apresentar foi o O professor Dr. Carlos Pernisa (UFJF) tratou de problematizar como relacionar o objeto estudo da comunicação em geral, com a comunicação midiatizada.

Na abertura do segundo dia o Professor Dr. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos), falou sobre da necessidade de se estudar os processos comunicacionais de maneira a compreender as relações holísticas que se estabelecem em uma “sociedade midiatizada”. O Professor Dr. Francisco Pimenta (UFJF), dissertou sobre que processos de comunicação ocorrem entre diferentes hipóteses explicativas ou experimentações práticas, na construção de julgamentos. Para fechar a manhã do segundo dia, o Professor Dr. José Luiz Braga (Unisinos), propôs uma discussão sobre como articular as pesquisas regularidades comunicacionais com a observação dos processos práticos de transformações potencializadas pela comunicação social.

Recomeçando os trabalhos no turno da tarde, O Professor Dr. Goiamérico Santos (UFG) propôs uma reflexão crítica sobre a crítica a comunicação como área interdiciplinar não seria cair na armadilha do fechamento do campo a questões possíveis com as advindas das narrativas literárias. O segundo a falar foi o Professor Dr. Potiguara Mendes (UFJF), questionou se as apropriações da ciências, fundamentados em lógicas clássicas, dariam conta da ambiguidade e tensão do campo da comunicação. E fechando o segundo dia, o Professor Dr. Carlos Gusmão (UFAL), falou sobre a problemática da validade espistemológica das perguntas estarem relacionadas, pela diversidade de objetos que elas produzem e mantêm, com um esforço auto-referencial do próprio campo.

No terceiro dia do evento, ocorreu o Seminário “Midiatização e Epistemologias”, no qual mestrandos e doutorandos da Linha de Pesquisa Midiatização e Processos Sociais do PPGCC Unisinos, puderam expor seus trabalhos. Ao todos foram 10 apresentações divididas em duas temáticas: A Midiatização como Objeto e Epistemologias. Os comentários e os debates gerados qualificam o trabalho dos pós-graduandos ao proporcionar-lhes a oportunidade de ouvir as crítica de pesquisadores experientes e renomados.

Os resultados do seminário serão publicados em dois livros previstos para 2013.

Em um clima de confraternização entre colegas, os intervalos tornaram-se espaços de convivência para rever amigos, conhecer pessoas e fazer novas amizades. Para muitos participantes o evento superou as expectativas.

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IV SEMINÁRIO DE EPISTEMOLOGIA E PESQUISA EM COMUNICAÇÃO – PROJETO CRÍTICA EPISTEMOLÓGICA – CAPES/PROCAD – UNISINOS/UFG/UFJF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“DEZ PERGUNTAS SUGERIDAS PARA A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM COMUNICAÇÃO” – PROFS. PESQUISADORES. 

 

O seminário agrupa questões desenvolvidas pelos pesquisadores participantes da rede.  As questões devem ser abordadas em termos de metodologias, heurísticas, propostas investigativas. Nesse processo, várias alternativas serão possíveis – relacionar perguntas mais específicas, tratar de teorias e suas bases, referir investigações empíricas, apresentar aspectos de sua própria pesquisa, incluindo aí a possibilidade de articular a sua pergunta central com as outras, em jogo. E ainda: o que pesquisar, sobre o que refletir, para avançar no conhecimento dessa questão? Como tais perguntas alimentarão pesquisas? Que considerações epistemológicas e metodológicas tal pergunta estimula? Ou seja, não se trata de respostas às perguntas (pois isso implicaria em produzir ensaios ou inferências de pesquisas singulares em curso), mas sim de “questões de horizonte” – que devem poder alimentar variadas pesquisas.

No seminário, cada pesquisador deve trazer suas anotações. Serão 15 minutos de apresentação, seguida de debate por 45 minutos. As apresentações e debates serão gravados, para possibilitar, a cada um, no período de quatro semanas após o Seminário, elaborar seu artigo para publicação vinculada ao projeto.

Local: SALA 3A317.

 

PROGRAMAÇÃO

DIA 30 DE OUTUBRO – TERÇA-FEIRA 

 

OBJETO – MANHÃ

Jairo Ferreira (UNISINOS). O campo da comunicação pode ser configurado em torno das perguntas em construção nas interfaces obscuras entre filosofia, ciências sociais, linguagem e processos info-comunicacionais. Para além das linearidades herdadas, quais são, de forma empírica, as relações, nos processos de comunicação, entre proposições identificadas pelas ciências sociais, abordagens semio-discursivas e info-cibernéticas, tendo como foco principal – mas não único, nem fundamental – os processos midiáticos?

Luiz Signates (UFG). Como as variáveis propriamente comunicacionais problematizam conceitos de ordem política (tais como cidadania, esfera pública) ou acionamentos práticos desses conceitos, exigindo avanços teóricos para além daqueles trabalhados pela Política, pela Sociologia ou pelo Direito? O que é o comunicacional nesse contexto?

Magno Medeiros (UFG). Não se trata apenas de abordar as características ou extensão das imagens midiáticas, mas de analisar a dimensão interna e psíquica do sujeito telespectador. O que se deve avaliar é, sobretudo, a profundidade ou a superficialidade de seu olhar. Busca-se compreender, pois, os processos midiáticos subjetivos. Como os processos midiáticos constituem imaginários? Como se comunica a partir dessa rede de imaginários e imaginária? Essa rede é composta de interpretações desprovidas ou enriquecedoras de sentido?

 

OBJETO – TARDE

Antonio Fausto Neto (UNISINOS). Qual o estatuto das linguagens nos processos e atividades da Comunicação midiática? Como elas são afetadas pela circulação, nos deslocamentos que levam dos objetos às relações?

Carlos Pernisa (UFJF). Como relacionar em um mesmo objeto de estudos a comunicação em geral e a comunicação mediada? Nessa abordagem abrangente, como apreender o aspecto comunicacional presente nos diferentes modelos de interface com outras áreas de conhecimento ou prática?

 

DIA 31 DE OUTUBRO – QUARTA-FEIRA

 

MÉTODO – MANHÃ

Pedro Gilberto Gomes (UNISINOS). A pesquisa em comunicação, por tratar dos meios particulares, individuais, esqueceu a ambiência de midiatização, constituída pelos processos midiáticos. São os processos que estabelecem e dão vida e sentido ao fenômeno da midiatização. Como relacionar as pesquisas em curso sobre meios particulares, micro-fenômenos, de interações, tecnologias e dispositivos, com os processos e relações holísticas que são pressupostos no conceito de “sociedade midiatizada”?

Francisco Pimenta (UFJF). Assumindo que a obtenção de conhecimento pode ser expressa em cinco passos – (1) contexto de conhecimento habitual; (2) fato novo, obscuro; (3) hipóteses explicativas; (4) teste por meio de experimentações; (5) julgamentos – que processos de comunicação ocorrem entre diferentes hipóteses explicativas ou experimentações práticas, na construção de julgamentos?

José Luiz Braga (UNISINOS). A comunicação social, nos espaços em que trata de articular ou de evidenciar diferenças, exerce uma potencialidade transformadora. Como articular a pesquisa de regularidades comunicacionais com a observação dos processos práticos de tais transformações?

 

CAMPO – TARDE

Goiamérico Santos (UFG). Poderia a comunicação se consolidar como fundamentação epistemológica, como campo de estudo cientifico, num tempo em que os demais campos do saber não mais postulam tão acirradamente a condição de cientificidade? Ao evitar a comunicação como um campo interdisciplinar como uma solução, não se colocaria numa posição que pode se perder sua proposta de se capacitar para suscitar questões e possíveis respostas aos problemas comunicacionais, e recair na armadilha do fechamento do campo?

Potiguara Mendes (UFJF).  O campo acadêmico se enfrenta com uma tensão e ambiguidade inerente à abrangência do pensamento/conhecimento implicado na comunicação (ativado por atores diversos, na sociedade em geral e na academia) e que está em permanente transformação.  Questiona-se: as apropriações das ciências, com seus métodos fundados em lógicas clássicas, dá conta dessa ambiguidade e tensão? Que formas de fazer o conhecimento na área estabeleceriam uma relação produtiva com esse pensamento social em transformação, mantendo, entretanto, sua diferenciação como espaço epistemológico diferenciado (o “científico”)?

Carlos Gusmão (UFAL).  A pergunta sobre o que é comunicação, no âmbito da ciência, não é em si uma questão meramente teórica, a ser respondida pelo esforço persistente da pesquisa? Enfim, cada resposta da ciência não atualizaria a pergunta e nesse caso é a própria persistência da investigação, ou seja, a diversidade de objetos que ela produz que mantém a pergunta em sua validade epistemológica? Ou seja, em que medida que o esforço do campo não é auto-referencial?

 

SEMINÁRIO “MIDIATIZAÇÃO E EPISTEMOLOGIAS”

MESTRANDOS E DOUTORANDOS

 

Apresentação de artigos dos estudantes da Linha Midiatização e Processos Sociais – PPGCC UNISINOS (mestrandos e doutorandos) e  igualmente os doutorandos de outras linhas do PPG, com textos relacionados a suas pesquisas e a temáticas do Procad – Epistemologia, Método e Metodologia da Comunicação.

Após apresentação por seus autores, cada artigo será comentado por um dos professores* participantes do Procad Unisinos/UFG/UFJF, e em seguida debatido entre os presentes, assegurando-se para apresentação e debate o tempo mínimo de uma hora por artigo.

Serão 10 minutos de apresentação, seguida de debate por 40 minutos. As apresentações e debates serão gravados, para possibilitar, a cada um, no período de quatro semanas após o Seminário, elaborar seu artigo para publicação vinculada ao projeto.

 * Cada pesquisador participante do PROCAD comentará um ou dois textos. Os participantes do PPG da Unisinos comentarão artigos de estudantes que não sejam seus orientandos.

 

DIA O1 DE NOVEMBRO – QUINTA-FEIRA

SALA  3A317 – A MIDIATIZAÇÃO COMO OBJETO

 

9h às 9h50

MIDIATIZAÇÃO NA POLÍTICA: O CASO DO PARTIDO PIRATA BRASILEIRO

Edu Jacques – mestrando

Resumo: Este artigo apresenta a formação do Partido Pirata como oportunidade para se problematizar a noção de midiatização e política. Em si, o partido constituiria mudança institucional na democracia representativa referente à transição de nossa sociedade ao processo de midiatização, de atravessamentos por fluxos diferidos e difusos. Ademais, a formação do partido e sua plataforma condizem com a proposta de uma democracia digital, de participação popular, como resposta à crise da representação política.

COMENTADOR – Marcelo Salcedo Gomes – mestrando

 

9h50 às 10h40

TENDÊNCIAS DO JORNALISMO COR-DE-ROSA: O CONFESSIONÁRIO VIRTUAL NOS BLOGS DAS REVISTAS FEMININAS

Daiane dos Santos Costa – mestranda

Resumo: No presente artigo estuda-se o protagonismo nos discursos individuais promovidos pelas revistas femininas. São eleitas personagens para fazer parte de um ambiente virtual que oferece um  cardápio de colunas e histórias de vida. Os sites que ampliam a circulação dos conteúdos mensais prendem suas leitoras em universos onde os aconselhadores atuam como blogueiros e colunistas. Operam um sistema determinado pelas publicações que se difere pelo conteúdo impresso devida a grande interação do seu público e coprodução das leitoras. O trabalho visa compreender as tentativas da imprensa feminina em inovar os seus produtos, que por exigência do seu público, altera os contratos e renova suas estratégias de circulação.

COMENTADOR: Moisés Sbardelotto – doutorando

 

INTERVALO  - 10h40 às 11h.

 

11h às 11h50

A MIDIATIZAÇÃO DO CONTATO NOS RETRATOS DA NATIONAL GEOGRAPHIC

Marcelo Salcedo Gomes – mestrando

Resumo: O presente artigo faz um relato de parte de nossa pesquisa de mestrado enfatizando a importância do conceito de midiatização para as angulações epistemológicas que assumimos. A partir da problemática do “contato” na visualidade de imagens fotográficas de imprensa, tomando como estudo de caso os retratos da National Geographic, intentamos investigar qual seria a natureza comunicacional deste fenômeno e seu papel na constituição do dispositivo midiático.

COMENTADOR: Natália Aldrigue – doutoranda


14h às 14h50

FAIXA COMENTADA: REALIDADE E FICÇÃO NUM DESCORTINAR DOS BASTIDORES

Michelli Machado – doutoranda

Resumo: O texto apresenta algumas considerações sobre a midiatização da narrativa oficial em minisséries históricas, por meio da construção ficcional de personagens reais. A partir da minissérie Chiquinha Gonzaga buscaremos observar como são construídas as releituras midiáticas da história. O eixo dessa observação é programa Faixa Comentada, do Canal Futura, que reexibiu a minissérie aprofundando seu debate. Esse tipo de circulação proposta pelo programa, amplia a abordagem histórica e cultural e descortina os bastidores da produção televisiva. Autores como Braga nos ajudam a pensar as questões de aprendizagem e circulação, que despertam o interesse de ir além do que a obra mostra.

COMENTADOR: Jairo Ferreira – UNISINOS

 

14h50 às 15h40

MIDIATIZAÇÃO RURAL: NAS PISTAS DE UMA NOVA AMBIÊNCIA 

Diva da Conceição Gonçalves – mestranda

Resumo: Este artigo analisa o processo de midiatização no meio rural, a partir da interação dos agricultores com os meios de comunicação. O objetivo é compreender a relação dos agricultores com a mídia em uma perspectiva para além dos usos dos dispositivos tecnológicos, buscando identificar marcas da midiatização nas dinâmicas comunicacionais, em um exercício reflexivo sobre a presença de uma nova ambiência comunicacional no meio rural. Para tanto, compreendemos a recepção como instância movimentada por distintas mediações, que não se esgota na posse individual ou coletiva das materialidades técnicas, mas que oferece múltiplas possibilidades de interações socioculturais e de geração de sentidos diversos em torno de conteúdos postos em circulação. Na análise, além da cultura midiática dos agricultores, consideramos o contexto socioeconômico e cultural onde as comunidades rurais estão inseridas.

COMENTADOR: Daniel Pedroso – doutorando

 

 Intervalo 15h40 às 16h.

 

 16h às 16h50

MIDIATIZAÇÃO E AS INCURSÕES DO RECEPTOR COMO PRODUTOR DE CONTEÚDO.

Daniel Pedroso – doutorando 

Resumo: O objetivo deste texto é o de apresentar alguns ângulos de observação, ainda preliminares, sobre os movimentos do receptor nas novas condições de enunciação e de discursividade. Foca-se especialmente no telespectador/usuário e sua produção de conteúdo audiovisual. O trabalho em curso desenvolve-se tendo como objeto uma reflexão sobre televisão, nova arquitetura comunicacional e a circulação no sistema midiático. Elegemos o modelo de interação com o telespectador da Rede Globo como nosso observável. Dentro deste espectro, vamos nos deter nas incursões do telespectador/usuário visibilizadas no programa Fantástico a partir da promoção: “A emprega mais cheia de charme do Brasil”.

COMENTADOR: Magno Medeiros – UFG


SALA  3a301 – EPISTEMOLOGIAS

 

9h às 9h50

A COMISSÃO DA VERDADE E O CAMPO DA COMUNICAÇÃO

Carmen Abreu – doutoranda

Resumo: Neste texto busca-se apresentar um pouco do que vem sendo discutido por teóricos conceituados sobre o campo da comunicação. Com base nos textos trabalhados é possível constatar o quanto a área da comunicação tem avançado no que se refere a sua consolidação e consequente legitimação. A partir deste cenário, se observa que objetos como a Comissão Nacional da Verdade, que transitam por diferentes campos, podem contribuir para o aprimoramento dos debates já que carregam a possibilidade de diferentes olhares e questionamentos.

COMENTADOR: José Luiz Braga – UNISINOS

 

9h50 às 10h40

O VALOR EPISTEMOLÓGICO DA COMUNICAÇÃO PARA O CAMPO TURÍSTICO

Natalia de Sousa Aldrigue – doutorando

Resumo: A partir dos anos 40, o papel da comunicação ganha ainda mais importância, primeiro devido à criação da cibernética em 1942, em que a comunicação se destaca na definição do humano, e posteriormente, com o projeto da sociedade da comunicação, uma nova utopia em que de um lado se tem uma organização social completamente centrada em torno da circulação da informação e de outro as máquinas, especialmente aquelas que servem para comunicar. Desta forma, ganha força o pensamento que a comunicação é o centro de todas as coisas e, construindo assim, uma nova utopia. Com isso, várias disciplinas se “apoderaram” deste campo e tentaram explicar segundo seus próprios conhecimentos, fazendo com que o campo da comunicação ficasse por muito tempo inserido em outras teorias.

COMENTADOR: Carlos Pernisa – UFJF

 

14h às 14h50

BIFURCAÇÕES, FLUTUAÇÕES E INSTABILIDADES DA (RE)CONSTRUÇÃO DO “CATÓLICO” NAS REDES DIGITAIS: UMA REFLEXÃO SOBRE O MÉTODO

Moisés Sbardelotto – doutorando

Resumo: Neste artigo, a partir de nosso objeto de pesquisa em nível de doutoramento, nos propomos a refletir, primeiramente, sobre elementos que o caracterizam como objeto da comunicação. Depois, analisaremos alguns elementos de método, no sentido de possibilidades em termos de rigor metodológico para dar conta da complexidade dos objetos comunicacionais, em suas bifurcações, flutuações e instabilidades. Por fim, em conclusão, a partir das discussões prévias, analisaremos o campo da comunicação em sua multiplicidade de trocas interdisciplinares ou “indisciplinares” e de experimentações metodológicas.

COMENTADOR: Antonio Fausto Neto – Unisinos

 

 14h50 às 15h40

EPISTEMOLOGIA DA COMUNICAÇÃO NA SOCIEDADE DE CONTROLE

Diego de Carvalho – doutorando 

Resumo: O artigo trata das possibilidades transversais entre campos no contexto da sociedade de controle, dando atenção principalmente ao campo de estudos da comunicação.  A premissa do texto é que há possibilidades políticas a partir da pulverização identitária das disciplinas. Para tal, faz uma releitura de autores da crítica e, seguindo esse pensamento, faz crítica de autores que tentam resgatar valores da sociedade disciplinar no ambiente das ciências. Acentuando o posicionamento crítico e produzindo transversalidade, apresenta também possibilidades de resistência ao regime de controle, atualizadas nos novíssimos movimentos sociais. Isso é feito, pois deveria haver aliança entre esses movimentos e as ciências sociais. Conclui com a seguinte consideração: como não há fora do poder e da resistência, toda teoria social é política.

COMENTADOR: Luiz Signates – UFG


 


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1ª Jornada de Mídias e Religiões: “A comunicação e a fé em sociedades em midiatização”

Apresentação

Com o desenvolvimento cada vez mais acelerado das mídias – impressas, radiofônicas, televisivas e em especial digitais – e de suas possibilidades comunicacionais, a midiatização da sociedade torna-se um fenômeno cada vez mais instigante para a pesquisa. Dentro desse contexto, as religiões, em suas diversas denominações, são um foco especial para o estudo comunicacional das sociedades contemporâneas.

A reconfiguração dos horizontes de sentido da vida humana na contemporaneidade coloca em questão a capacidade de as religiões serem “escutadas” na sua interlocução com a sociedade atual, assim como a atualidade e a pertinência dos discursos, linguagens, signos e símbolos religiosos e seus significados – em suma, das processualidades comunicacionais das religiões no contexto tecnocultural contemporâneo.

Promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCom-Unisinos), em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, a 1ª Jornada de Mídias e Religiões: “A comunicação e a fé em sociedades em midiatização” visa a promover o debate entre pesquisadoras/es e estudantes, a partir do olhar comunicacional, sobre os desafios e possibilidades da interface mídias e religiões em diálogo com as sociedades contemporâneas.

Assim, quer-se contribuir com a reflexão e a análise da semântica das religiões – entendida especificamente como os sentidos religiosos em circulação comunicacional nas diversas mídias – em diálogo com as mulheres e os homens da sociedade contemporânea.

A jornada deseja também ser a ocasião para o encontro de pesquisadoras/es e estudantes interessados pela temática, para troca de conhecimentos e experiências, formalizando o ponto de início para uma possível interlocução futura em nível de rede.

 

Objetivos

Objetivo geral
Debater em perspectiva comunicacional a midiatização das religiões no contexto da tecnocultura, analisando criticamente as semânticas religiosas na sociedade contemporânea.

Objetivos específicos
• Examinar a comunicação religiosa e seus discursos, linguagens, signos e símbolos em midiatização e seus significados para a cultura e a sociedade atuais;
• Analisar o conceito de midiatização no âmbito das religiões, percebendo os desvios e deslocamentos no processo de ser religioso na contemporaneidade;
• Refletir sobre os novos modos de ser religioso proporcionados pelas manifestações comunicacionais e midiáticas da religiosidade, do sagrado e da fé.

Público Alvo

Professores/as, pesquisadores/as, estudantes de graduação e pós-graduação em Comunicação, Ciências Sociais, Ciências da Religião, História, Teologia, Filosofia e áreas afins, e comunidade em geral.

Programação

 

03 de outubro • 8h30 – Recepção e credenciamento• 9h às 12h30 – Comunicações• 14h às 17h – Conferência - A semântica do Mistério da Igreja no contexto da(s) gramática(s) da midiatização.
Palestrante: Prof. Dr. Pe. Antonio Spadaro (Civiltà Cattolica e Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Itália)
04 de outubro • 9h às 12h30 – Comunicações• 14h30 às 17h30 – Colóquio - Comunicação, Mídias e Religiões. Desafios e perspectivas de pesquisa.
Palestrantes: Prof. Dr. Pe. Antonio Spadaro (Civiltà Cattolica), Prof. Dr. Antonio Fausto Neto (Unisinos), Prof. Dr. Jairo Ferreira (Unisinos) e Prof. Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos)

Certificado

O aluno receberá certificado de frequência somente das horas referentes às atividades em que participar. Para isso, deverá assinar a ata de presença em cada atividade.
O certificado estará disponível no Atendimento Unisinos a partir de 15 dias após seu término.

Para os apresentadores de comunicações haverá certificado de Apresentador de Trabalho.

Investimento

• Profissionais: R$ 40,00
• Estudantes em geral: R$ 30,00

Coordenação

Coordenação científica:
Prof. Dr. Pedro Gilberto Gomes – Unisinos

Coordenação executiva:
Ms. Moisés Sbardelotto (doutorando) – Unisinos
Thamiris Magalhães (mestranda) – Unisinos

Comissão científica:
Prof. Dr. Antonio Fausto Neto – Unisinos
Prof. Dr. Jairo Ferreira – Unisinos

Comissão organizadora:
Prof. Dr. Antonio Fausto Neto – Unisinos
Prof. Ms. Edelberto Behs – Unisinos
Prof. Dr. Inácio Neutzling – Unisinos
Prof. Dr. Jairo Ferreira – Unisinos
Ms. Moisés Sbardelotto (doutorando) – Unisinos
Prof. Dr. Pedro Gilberto Gomes – Unisinos
Profª. Drª. Suzana Kilpp – Unisinos
Thamiris Magalhães (mestranda) – Unisinos

Promoção

Universidade Vale do Rio dos Sinos – Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos – IHU
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação – Unisinos
Graduação em Jornalismo – Unisinos

Informações

Normas para o envio de trabalhos:

Os artigos submetidos deverão versar sobre a interface mídias e religiões, a partir dos mais diversos objetos, teorias, perspectivas e focos de análise. Não é necessário que sejam inéditos. Cada artigo deverá ter um autor principal e, no máximo, quatro coautores. A apresentação deve seguir as normas da ABNT para artigos científicos.

Formatação do texto: formato Word; papel tamanho A4; margem esquerda e superior com 3 cm; margem direita e inferior com 2 cm; fonte Times New Roman, tamanho 12 (com exceção do resumo e das referências – ver abaixo); espaçamento entre linhas: 1,5; alinhamento justificado; numeração das páginas abaixo e à direita.

Estrutura:
• Título (no máximo de 2 linhas);
• Nome do(s) autor(es) (com minicurrículo em nota de rodapé, incluindo instituição e e-mail, com no máximo 5 linhas);
• Resumo (espaçamento simples, fonte 10, no máximo 20 linhas);
• Palavras-chave (no máximo 5, separadas por ponto-e-vírgulas);
• Introdução;
• Desenvolvimento (entretítulos livres);
• Considerações Finais;
• Referências (fonte 10, espaçamento simples, com dois espaços simples entre cada parágrafo, alinhados à esquerda, conforme as normas da ABNT).
O texto na íntegra deverá conter no mínimo 12 páginas e no máximo 15, incluindo referências, figuras e tabelas.

Prazo de envio dos artigos: 26 de agosto. O texto deverá ser enviado ao e-mail jornadamidrel@unisinos.br.

Divulgação dos resultados: 3 de setembro.

Inscrições até: 2 de outubro.

Inscrições

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Los extranjeros deben realizar su inscripción por “Atendimento Unisinos”

Foreigners must register themselves at Atendimento Unisinos.

atendimento@unisinos.br

+55 (51) 3591 1122

Apresentação de trabalhos científicos

Confira aqui a lista de trabalhos aprovados.


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